Estamos acostumados a classificar de assassinato ou assassínio a ação de uma ou mais pessoas que resulte na morte de uma ou mais pessoas. O homicídio quando cometido de surpresa, com premeditação ou com superioridade de forças e armas é um assassinato ou assassínio. As legislações de todo o mundo condenam o assassinato, entretanto, têm-se fechado os olhos para o assassinato de pessoas quando se trata de ação praticada pelo Estado. Verdade também que todas as Constituições do mundo proclamam o direito à integridade física e à vida, decorrendo daí que ao Estado não é lícito matar. Não é lícito porque o Estado tem os meios necessários para prender e julgar todo e qualquer cidadão que infrinja suas leis. Assim, é uma meia verdade a notícia da morte de Bin Laden, porque não diz a imprensa que ele foi assassinado, com invasão de um país soberano, ferindo todos os princípios dos direitos humanos e do direito internacional. Uma real democracia não se compraz com assassinatos e matanças como está acontecendo atualmente. Se quisermos, portanto, que impere a democracia no mundo, é necessário que façamos parar, de uma vez por todas, a matança geral perpetrada por Estados que se dizem democráticos. Não está em jogo, aqui, as ações de Bin Laden, mas a ação de um país que apregoa a democracia através do mundo, mas ele próprio não a pratica.
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segunda-feira, 2 de maio de 2011
ASSASSINATO DE BIN LADEN
Estamos acostumados a classificar de assassinato ou assassínio a ação de uma ou mais pessoas que resulte na morte de uma ou mais pessoas. O homicídio quando cometido de surpresa, com premeditação ou com superioridade de forças e armas é um assassinato ou assassínio. As legislações de todo o mundo condenam o assassinato, entretanto, têm-se fechado os olhos para o assassinato de pessoas quando se trata de ação praticada pelo Estado. Verdade também que todas as Constituições do mundo proclamam o direito à integridade física e à vida, decorrendo daí que ao Estado não é lícito matar. Não é lícito porque o Estado tem os meios necessários para prender e julgar todo e qualquer cidadão que infrinja suas leis. Assim, é uma meia verdade a notícia da morte de Bin Laden, porque não diz a imprensa que ele foi assassinado, com invasão de um país soberano, ferindo todos os princípios dos direitos humanos e do direito internacional. Uma real democracia não se compraz com assassinatos e matanças como está acontecendo atualmente. Se quisermos, portanto, que impere a democracia no mundo, é necessário que façamos parar, de uma vez por todas, a matança geral perpetrada por Estados que se dizem democráticos. Não está em jogo, aqui, as ações de Bin Laden, mas a ação de um país que apregoa a democracia através do mundo, mas ele próprio não a pratica.
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